Liberalismo
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Artigo · 28/10/2026

Sinal sem torre: concorrência no satélite direto no celular

A Anatel autorizou Starlink e AST SpaceMobile a usar espectro para conexão direta entre satélite e celular. Duas empresas disputando o mesmo cliente levam sinal a estradas e à zona rural.

Em 9 de outubro, a Anatel aprovou 15+15 MHz de espectro na banda S para a Starlink oferecer conexão direta entre satélites e celulares (direct-to-device, ou D2D). A mesma decisão reorganizou as frequências da AST SpaceMobile para reduzir a sobreposição entre os dois sistemas. Em 27 de outubro, o DPL News noticiou que a AST obteve autorização para usar 30 MHz na banda S e até 20 MHz na faixa de 700 MHz, esta em uso secundário e ligada a acordos com operadoras regionais.

A promessa é simples: sinal de voz e dados chegando a celulares comuns, sem antena especial, em lugares onde não há torre. Pense em trechos de rodovia sem cobertura, na zona rural, em áreas remotas onde levar infraestrutura terrestre nunca compensou.

Por que duas empresas importam

Com dois sistemas autorizados, ninguém começa com o mercado garantido. Cada um precisa disputar operadoras, preço e qualidade. A Anatel também desenhou a banda S para isso: dividiu o espectro em blocos e limitou a exploração a um bloco de 10+10 MHz por empresa, com uma exceção temporária para a Starlink que a própria agência tratou como um teste controlado.

Ainda não é serviço disponível. A Starlink prevê os satélites da nova geração a partir de 2027, e a AST não informou data para a oferta comercial no Brasil. Mas o caminho está aberto.

Regras claras e concorrência: é assim que a tecnologia chega a quem ficou de fora, e o cliente ganha.

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